De manhã o autocarro já vinha à pinha, com as janelas fechadas. Logo proactiva, a #passageirafrequente partiu duas unhas na tentativa vã de arejar o espaço.
Depois foi a hora da viagem de volta.
No banco dos miúdos fixes, viajava uma mulher em biquíni, a quem estava a saber mesmo bem cantar músicas improvisadas sobre as suas próprias aventuras sexuais, a vida de uma amiga que ataca no Intendente e a gravidez não planeada de uma cadela.
Houve drama, parte da viagem sentada no chão, uma improvisada dança do varão fracamente executada para o motorista do autocarro que seguia atrás e ameaça de intervenção musculada de dois polícias de giro que, assim que viram a artista, avisaram que tinha de validar o passe.
Nesta altura já ninguém queria saber de chegar ao destino, o objectivo era apreciar a viagem.
Houve rap, houve fado e, no fim, andou a orientar a saída dos utentes.
Se isto é o "novo normal", informo que é tão marado como o antigo...
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