quarta-feira, 29 de julho de 2020

Distanciamento social


Privada dos auscultadores, que ficaram em casa como medida de protesto para o atraso na chegada das férias, tem de dedicar a sua atenção às conversas da vizinhança.

É por isso que está atenta quando a senhora, acabada de entrar no comboio, faz menção de se sentar ao lado de outra, já instalada. Visando respeitar as regras do distanciamento social, a sentada diz-lhe escolha outro lugar, dos vários disponíveis. A outra que não, que quer aquele e, amuada, lá se vai sentar ao gosto da DGS e da OMS.

Aqui entra uma terceira utente, que informa a sentada de que está a ocupar o banco reservado a quem, por via de deficiência ou criança de colo ou outro condicionalismo, tem de ser protegido. Ouve, acena e sorri com os olhos. A que dá os esclarecimentos insiste, a sentada anui.

Só no fim da viagem é que a #passageirafrequente percebe que a sentada tem uma deficiência no braço, tapada por um casaco. 

A metediça ficou para trás, a comer o melão.


quarta-feira, 22 de julho de 2020

Alguém perdeu a montada...



Bom dia aos Amigos que vão montar a besta que é o Metropolitano de Lisboa!

 

Dia Mundial do Livro



E enfim, chega o tão aguardado Dia Mundial do Livro! 

Na Câmara Municipal de Cascais é o dia em que a D. Maria da Consolação despeja uma sala cheia de livros bafientos e passa tudo a pano e a D. Cacilda Celso vê os seus sonetos nas mãos dos cascalenses.

A #passageirafrequente agradeceu, mas não havia pressa...



Lisbon fauna


A fugir dos transportes públicos, a #passageirafrequente veio Avenida abaixo, passo ligeiro, a aproveitar a bela noite de Primavera.

E a fauna? De tudo: os sem-abrigo do costume, a fazer o primeiro sono à porta do S. Jorge; as bifas a sair dos alojamentos locais e hostels com o banho tomado e perfumadas para os portuguese men que, conta a lenda, do it better; as freirinhas do 267 da rua Áurea, que passam o dia a vender meteorológicas nossas senhoras de Fátima, a fecharem a loja "se-deus-quiser-não-somos-assaltadas-hoje" (mas, ainda assim, desconfiadas); os grupos de nórdicos, bêbados, a cair de podres e ainda nem saíram do Cais!

Felizmente no comboio para casa não há nada disto...



'Swag'















Do 'swag ' ou De como de #passageirafrequente e de 'influencer' todas temos um pouco...

#passageirorotunda




Pessoas que ficam paradas, na entrada das carruagens, convencidas de 

que não estão a empatar. Se a #passageirafrequente mandasse, os 

#passageirosrotundas, aqueles que temos de contornar, eram todos 

transformados em cruzamentos. Sem semáforos. No IC19.






 

Aviso de cenas





A #passageirafrequente deseja à CP Comboios de Portugal e 

respectiva família, uma vida longa e próspera.


E aproveita para informar que vai proceder à criação de um grupo de

resistência popular, visando o boicote ao pagamento de bilhetes e 

passes. 


Só não sabe quando...




Gémeas




A #passageirafrequente também aproveita os saldos, mas sempre na

esperança de que esta merd@ nunca lhe aconteça... — em Estação 





Reivindicações













Se os comboios tivessem condições, uns toucadores e uns espelhos 

bem iluminados, a #passageirafrequente não tinha que avisar esta 

senhora que tem uma madeixa cheia de máscara de pestanas...


Fica a dica, sôdona CP - Comboios de Portugal.

O último croquete da PP




Bom é a #passageirafrequente chegar à Padaria Portuguesa no Cais do Sodré, pedir um croquete e perceber que foi acabado de fritar. 

Mau é ser o último.

Óptimo é o empregado surpreendê-la com um "Mas quer mais? São dez minutos, ofereço-lhe um café e leva-os quentinhos".

Natal é o empregado vir trazer a caixa à mesa, embrulhada num sorriso.


O Mistério



Não é apenas o facto de a rua inclinada dar ao 'sprint' o aspecto de que são os últimos metros da Corrida de S. Silvestre, nem o facto de os pés calçarem sapatos de salto alto, nem mesmo todo o movimento perpetuado pela penugem do casaco inspirado no guarda-roupa do Senhor Snow.

Quando a #passageirafrequente corre, avenida abaixo, um meio na berma e outro meio no asfalto, em salerosos 'derechazos' com os veículos que sobem a citada avenida, devem ser os seus caracóis em desalinho que os motoristas do 706 mais temem.

E esperam por ela, e esse é que é o mistério.









O Novo normal 2

De manhã o autocarro já vinha à pinha, com as janelas fechadas. Logo proactiva, a #passageirafrequente partiu duas unhas na tentativa vã de arejar o espaço.
Depois foi a hora da viagem de volta.
No banco dos miúdos fixes, viajava uma mulher em biquíni, a quem estava a saber mesmo bem cantar músicas improvisadas sobre as suas próprias aventuras sexuais, a vida de uma amiga que ataca no Intendente e a gravidez não planeada de uma cadela. Houve drama, parte da viagem sentada no chão, uma improvisada dança do varão fracamente executada para o motorista do autocarro que seguia atrás e ameaça de intervenção musculada de dois polícias de giro que, assim que viram a artista, avisaram que tinha de validar o passe.
Nesta altura já ninguém queria saber de chegar ao destino, o objectivo era apreciar a viagem.
Houve rap, houve fado e, no fim, andou a orientar a saída dos utentes.
Se isto é o "novo normal", informo que é tão marado como o antigo...

Lotação como a paciência: esgotada

Lê muita indignação por causa das festas ilegais.
Com toda a legitimidade e totalmente de acordo, tanto que ligou para a PSP de Cascais, às 00:15 da madrugada do último sábado, quando passou pela Marginal, em Carcavelos, e viu a festa rija que lá decorria.
Por uma questão de equidade, gostaria de ouvir as mesmas vozes insurgirem-se contra o calvário de quem tem de frequentar os transportes públicos:
- não há dispensadores de álcool gel;
- não é feita a verificação da temperatura dos utentes;
- não se faz limpeza das superfícies onde toda a gente se agarra;
- não há sinalética para manter a distância entre cada lugar;
- o policiamento não foi reforçado;
- os funcionários demitem-se de qualquer responsabilidade no que toca a resolver "questões" de distanciamento social;
- os funcionários manuseam, sem luvas, os passes, para os validar;
Ouve falar de uma festa com mil participantes, mas não vê ninguém a verificar a lotação de cada carruagem do
Metropolitano de Lisboa
.
É muito difícil perceber que os casos da Covid19 aumentam na região de Lisboa e Vale do Tejo por causa da quantidade diária de utentes?
A #passageirafrequente acha que não.
[foto roubada ao querido
Franklin Abreu
]

Sem esperança, mas cheia de boas intenções

A César o que é de César: a #passageirafrequente aplaude a presença de uma funcionária, devidamente paramentada, em plena desinfecção do comboio da
CP - Comboios de Portugal
, à saída do Cais do Sodré.
Ainda há esperança? Claro que não, mas diz que as intenções também contam...